Da série: o que engajam as pessoas (parte 4)

setembro 23, 2019 2:19 pm

Mais uma série “O que engajam as pessoas” com conteúdos de leitura rápida e leve pra vocês. Esse é a quarta parte (talvez última) de uma série de post com dicas do que realmente motivam e engajam as pessoas e o que você, enquanto líder, pode fazer para deixar as pessoas sempre engajadas.

Perdeu as anteriores? Não se preocupe, abra em uma nova aba:

O que engajam as pessoas: parte 1
O que engajam as pessoas: parte 2
O que engajam as pessoas: parte 3

Digamos que você seja um professor de arte e deseja incentivar sua turma a passar mais tempo desenhando. Você cria um certificado de bom desenho para dar aos seus alunos. Se seu objetivo é fazer com que eles desenhem mais e se atenham a isso, como você deve dar o certificado? você deve dar a eles um a cada vez que eles desenharem? ou apenas algumas vezes?

O que engajam as pessoas?

Mark Lepper, David Greene e Richard Nisbett (1973) conduziram pesquisas sobre essa questão. Eles dividiram as crianças nesses grupos:

  1. O grupo 1 foi o grupo esperado. As pesquisas mostraram às crianças o Certificado de Bom Desenho e perguntaram se elas queriam desenhar para obter o certificado.
  2. O grupo 2 foi o grupo inesperado. Os pesquisadores perguntaram às crianças se elas queriam desenhar, mas não mencionaram nada sobre um certificado. Depois que as crianças passaram o tempo desenhando, elas receberam um certificado de desenho inesperado.
  3. O grupo 3 foi o grupo controle. Os pesquisadores pediram às crianças que quisessem desenhar, mas não mencionaram um certificado e não lhes deram um.

A verdadeira parte do experimento veio duas semanas depois. Durante o recreio, as ferramentas de desenho foram colocadas na sala. As crianças não foram questionadas sobre desenhar. As ferramentas só foram colocadas na sala disponíveis.

Então o que aconteceu?

As crianças do Grupo Inesperado, que haviam recebido uma recompensa esperada, passavam mais tempo desenhando.

As crianças do Grupo Esperado, as que receberam uma recompensa esperada, gastaram menos tempo desenhando.

Mais tarde, os pesquisadores realizaram mais estudos como esse, com adultos e crianças, e encontraram resultados semelhantes.

As pessoas são motivadas inconscientemente

Você tem a experiência de decidir alcançar um objetivo específico e, assim, pensa que a motivação é um processo consciente. Porém, pesquisas de Ruud Custers e Henk Aarts (2010) mostram que pelo menos alguns objetivos ocorrem inconscientemente. Seu inconsciente define a meta e, eventualmente, a meta surge no pensamento consciente.

Do trabalho algorítmico ao trabalho heurístico

Em Drive (2009), Daniel Pink escreve que até recentemente as pessoas faziam um trabalho algorítmico – seguem um procedimento para realizar uma tarefa. Mas agora 70% das pessoas fazem trabalho heurístico – não há procedimentos estabelecidos.

As punições e recompensas tradicionais são baseadas em motivações extrínseca e funcionam bem para trabalhos algorítmicos, não para trabalhos heurísticos.

O trabalho heurístico assume que o próprio trabalho fornece a motivação intrínseca através de um senso de realização ou por alguma experiência enquanto pessoa.

As pessoas são motivadas pela possibilidade de estarem conectadas.

A oportunidade de ser social também é um forte fator de motivação. As pessoas serão motivadas a usar ou fazer algo apenas porque isso lhes permite se conectar com outras pessoas.

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